segunda-feira, 27 de abril de 2009

Família em: O casamento


Um final de semana, um casamento mais do que esperado. Anos de namoro, noivado, enfim, chegou o grande dia! Minha prima vai casar! Que Deus a abençoe. Na minha casa mobilização total, agito total! Dias antes aluguel de vestidos e ternos. Todo mudo chique! Aluguel de van, família reunida e Vambora cambada! Rumo a Santa Cruz da Serra. Eitá! Casamento longe.
Dentro da van começa o falatório. Meu tio logo pergunta, “A festa vai ser onde? Perto da Igreja?”. E em seguida completa, “tô doido para tomar uma cerveja!” Minha tia e minha irmã comentam. “Este vestido está um pouco apertado.” “Eu estou bonita? Meu cabelo está legal?” Minha mãe solta um comentário pra todos ouvirem na van. “Meu filhinho ta tão lindo de terno”. Deixando-me vermelho e sem graça. Meu pai o mais falador soltava essa. “O forró tem que rolar hein!” Minha avó.. ”zzzzz”, cochilava quando passávamos pela ponte.
Uma hora e vinte minutos depois.. Chegávamos à igreja. Os primeiros!! Meu pai logo reclamou, “eu falei que saímos cedo demais!” “Melhor do que chegar em cima da hora.” Disse minha mãe. Vou adiantar logo essa parte da cerimônia...logo todos chegaram. Minha prima. A noiva. Se atrasou 30 minutos, o noivo ficou nervoso na hora dos votos, a noiva quase errou o dedo da aliança, o padre abençoou, “pode beijar a noiva.” Finalmente casados! “ vamos a festa!” Exclamou meu tio, empolgado com as bebidas e a comida que iria rolar. Nessa hora realmente a fome bateu, já estávamos a mais de uma hora esperando e mais uns trinta minutos de cerimônia, o estômago já sonhava com aqueles deliciosos salgadinhos de festa de casamentos.
Já no salão de festa, o pai da noiva já deixou o pessoal do Buffet sobre aviso. “Essa mesa aqui da uma preferência.” Meu tio sorriu quando a cerveja chegou, dali em diante não largou mais o copo. O som rolava, mas ninguém se levantava pra dançar. Enquanto os noivos passavam em cada mesa cumprimentando os convidados, a família “buscapé” começava a se soltar em torno da mesa fazendo alguns passos de dança. Não demorou muito para que quase a família toda fosse para a pista de dança se balançando ao som de “Please Don`t stop music” literalmente não queriam que a música parasse. Isso fez que os outros convidados tomassem coragem e logo estavam todos dançando. Ver aquilo foi hilário, minha família tornou aquela festa de casamento como uma das festas que costumam fazer, com muita dança e música.
Meu Pai no centro da pista chamava a atenção para ele com a sua dança aloprada e única que só ele dança. Meu tio seguia o seu embalo mas sem largar o copo. Minha avó octogenária parecia ter perdido o sono, estava ela no meio da pista balançando o esqueleto. Que disposição da coroa! Minha mãe dançando ia até o chão com uma de suas primas que veio da Bahia para o casamento. Em torno aqueles que não dançavam, ficavam vendo com um sorriso no rosto aquela família se esbaldar de tanto dançar.
E quando o DJ mandou a música de rock dos anos 60. Um grito em coro ecoou no salão. “Uhhuuuu”! Em meio aquela fumaça e luzes eu via todos se acelerando na dança com movimentos acelerados. Todos em volta que estavam olhando não resistiram e caíram dentro da dança, imitando os passos loucos de meu pai. Afinal essas eram as músicas das festas da minha família. O meu pai então se sentia em casa, ou melhor, todos estavam.
E eu ali parado. Como diz minha avó “ que nem um bocó.” Vendo todos eles, vendo a alegria no semblante de cada um. Como se divertiam! Como estavam felizes! E eu ali parado. Pensei, “ É vocês me convenceram!” Tirei o terno, afastei a gravata, desabotoei o botões de cima da camisa e fui me diverti com eles. Ah! Fazia tempo que não me divertia tanto, ainda mais com minha família. Como dancei! Bom demais! Como sorria e gargalhava com o jeito engraçado do meu tio dançar e tentava imitá-lo. Meu pai virou um tipo de conselheiro do DJ, de vez em quando ele ia ao ouvido do cara e pedia uma música. Que na maioria das vezes agradava em cheio todos os convidados do casamento que estavam ali dançando, inclusive os noivos. Meu pai só ficou bravo porque o DJ demorou a colocar o bendito forró. Logo o forró! Mas quando tocou...Eitá família forrozeira!
Como foi legal dançar forró com cada um da família. Inclusive como agradável foi a interação das famílias que estavam na festa através da dança. Mas a minha família sem dúvida foi o destaque da noite desparado! Tudo isso fez me perceber muita coisa. Como é bom estar com cada um deles, com a simplicidade de cada um, com defeitos e qualidades (muito mais qualidade). Como foi bão demais se divertir com eles. Cara!! Me diverti demais naquela noite. Nunca poderia imaginar que seria tão legal dançar forró com minha avó. Não canso de dizer. Foi demais! Como eu ri! Como suei! Como me alegrei! Percebi como minha família me faz feliz. Que para me diverti e me alegrar basta eu estar na presença deles.
Ah! Que os recém casados sejam felizes para sempre.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A nada mole vida de um office boy

É meio que solitário. Algumas amizades são feitas sim, por sinal boas amizades. Um coleguismo no meio da profissão rola. Convenhamos de que certa forma é na base do interesse sim, para se adiantar ou resolver qualquer situação que sozinho fica díficil...
Mas na maior parte, digamos 95% do tempo é: "Se vira!" "Dá o seu jeito!" "É tu mesmo meu chapa!" " Toma que o pepino é seu!"... É você mas a sua cachola que queima muita vezes pensando no que fazer para resolver aquele problema do cacete!!! Desculpe pelo linguajar! Mas é assim os adjetivos das missões miraculosas de um boy. E dái pra pior! A língua não solta, mas o pensamento define tal missão, tal situação que aparece na vida trabalhosa de um boy.
Tem que ter jogo de cintura, desenvoltura, pernas fortes para andar em média uns 4 km por dia, uma boa memôria para lembrar de todos os pontos das missões diárias, ser rápido e eficiente mesmo que passe horas numa fila de banco ou qualquer fila que é sina de um boy. O importante é que esteja lá para concluir a missão. O ruim também é quando passa do seu horário de saída do trabalho e você continua lá na fila...
Aí entramos num ponto fundamental da característica de um boy. Paciência! Paciência além da conta, virtude a ser alcançada por quem não tem. Mas se trabalha nesse meio, tem que se adquirir. Enfim, missão dada é missão cumprida!! São ossos do ofício. Ficaria melhor dizer oficio que são ossos!! Rapadura é doce mas não é mole não!
Apesar dos pesares me divirto como office boy. Curto a rua, as pessoas, coisas que me distrai, mas sem perder o foco da missão. Um belo dia de sol de outono é muito bom estar na rua. Por outro lado, têm dias chuvosos e escaldantes. Ufa!! Tem até tempo para escrever como agora! Rsrs. Inseparáveis mp3, papel e caneta! Passatempos das horas das filas e bancos de espera das repartições. Músicas que ouço e me transporta para outro lugar, fazendo-me esquecer por um instante a angústia, a demora de uma solução. Que com certeza está por vir. E tem que estar!! Papel e caneta para escrever além das anotações do trabalho, as tais inspirações que venham me atingir fazendo escrever textos, pensamentos que brotam em relação a minha vida. Coisas boas! Sim esse trabalho me permite fazer isso. Também porque busco nos momentos onde se para como nas filas ou espera de algo relacionada ao trabalho me reinventar.
Poderia aqui dizer infinitas coisas boas e ruins, principalmente ruins neste ramo. Mas é melhor não, vai que um dia meu patrão veja esse texto. Ah! Pode até ler sabe! Não ligo não!
Ser office boy é ruim e bom pra caramba.
Segunda feira, 13 de abril de 2009,
16:54. fila do banco Itaú (enooorme!)

sábado, 11 de abril de 2009

Esperança



A cada dia, a cada pensamento que me invade, todos os dias da minha vida, em que me levo a tentar enxergar e a ver o que me espera, seja em tudo que faço, em tudo que eu sonho e busco. Ela sempre está lá! Rara são às vezes que a não tenho comigo. Grande ou pequena, não importa o tamanho, mas ela está lá. Eu sinto. Digo que sim, que certos momentos importa sim o seu tamanho, isso vai influenciar demais nas decisões e atitudes.
Percebo logo no coração como algo em disparada que acelera continuamente que bate num ritmo agradável. Grande se torna. Algo bom de sentir, que se percebe que não cabe no peito e se externa na face por um sorriso, uma euforia controlável.
De fato não importa realmente o que define se é grande ou pequena tal sentimento dentro do peito. Importa sim que esteja lá para tudo na vida. Tem que está lá! Pela atitude é que se define. De pequena pode se tornar grande, de grande pode se tornar pequena e às vezes até sumir por uns tempos ou definitivamente. Mas quando desaparece já não é mas algo que se busca e sonha...
Será verde tal sentimento como o inseto que carrega seu nome? Não sei. Hoje essa cor pra min seria Branca. Branca como a luz que clareia a imensidão do meu ser, clareia a escuridão dos meus pensamentos fazendo me enxergar, juntar e organizar o que estava espalhado, nas emoções de um coração mais que aberto, já defini esse coração em outra ocasião. Cauteloso se encontra.
Branca Esperança que me faz estudar que nem um louco, buscando um melhor emprego. Branca Esperança que não faz me desistir nunca dos meus ideais e objetivos na vida. Branca Esperança que enche meu coração de alegria num sentimento único, quando penso num grande amor que há de vir pra dividir as esperanças de uma vida.
Esperança em tudo, como algo grande é saber esperar em Deus sempre a frente de tudo que confirma todas as esperanças em verdade de vida.